O café é uma planta exótica da família das Rubiáceas, que tem como característica a produção de frutos avermelhados como o rubi.
Dentre os gêneros de vegetais que a compõem, está o Coffea, que engloba 60 espécies diferentes de plantas.
Entre elas, temos a Coffea arabica, conhecida como café arábica, e a Coffea canephora, chamada popularmente de café robusta ou conilon.
Venda de Café arábica grãos selecionados
Originário da Etiópia, o café foi descoberto no século IX e espalhou-se pelo norte da África, depois pela Europa, até chegar nas Américas.
Não há uma evidência real sobre a origem da planta, mas uma das histórias mais conhecidas a respeito de seu descobrimento é a de um pastor etíope, que descobriu os efeitos do fruto observando o comportamento dos animais.
Conta-se que Khaldi, o pastor etíope, era dono de um rebanho de cabras e percebeu que os animais ficavam mais agitados e bem dispostos após comer os frutos vermelho-amarelados de uma planta que crescia nas suas terras, na região de Kafaa.
O pastor relatou a um monge que, após a ingestão de tais frutos, seus animais conseguiam caminhar por vários quilômetros e por caminhos intermináveis, que levavam ao topo das montanhas de seu país.
O monge, encantado com o relato do pastor, levou alguns desses frutos para o mosteiro onde vivia e passou a utilizá-los na forma de infusão, para resistir às longas horas de oração e leituras do breviário.
Aos poucos, a descoberta de Khaldi se espalhou pelos monastérios da região, fato que criou uma demanda pela bebida e a necessidade de cultivar a planta.
Propagação do cultivo do café arábica
Evidências mostram que as primeiras culturas bem-sucedidas do café se deram em monastérios islâmicos no Yemen.
Entretanto, a responsabilidade pela propagação do cultivo do café é da Arábia que, apesar de guardar a 7 chaves o segredo do cultivo do café, não conseguiu impedir que viajantes holandeses levassem, do oriente para a Europa, mudas da planta.
Esse lendário café da Etiópia é a variedade da planta que, hoje, conhecemos como café arábica.
Após ser roubado, contrabandeado e ser o centro de jogos de sedução — como o que trouxe a planta para o Brasil, envolvendo o Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta e a esposa do governador de Caiena, a capital da Guiana Francesa — o produto conquistou o mercado mundial!
Atualmente, o arábica é o café mais cultivado no mundo, usado na produção de blends — misturas de variedades de cafés, sejam elas arábicas ou robustas — e de cafés gourmets.
A diferença entre os cafés arábica e robusta
Como vimos, o café arábica vem da Etiópia e é cultivado em lugares que estão de 600 a dois mil metros acima do nível do mar.
Por outro lado, o robusta foi encontrado nas terras baixas da Bacia do Congo.
No Brasil, cultivamos o primeiro nas regiões da Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo; e o segundo, no Espírito Santo e em Rondônia.
Se o arábica é um café mais delicado que exige mais cuidado ao ser cultivado, o robusta é mais resistente a pragas e doenças, o que pode ser traduzido em um menor custo para o produtor.
Outra diferença entre essas espécies é o fato de que o café arábica possui cerca de 50% menos cafeína que o robusta e de que essa espécie é utilizada na produção de cafés de qualidade superior.
Afinal, ela possui um aroma intenso, sabores variados e diversos tipos de corpo e acidez.
Tal diversidade do café arábica se deve ao fato de que essa espécie possui algumas variedades de grãos, dentre as quais estão a Bourbon, a Café Kona, a Katuaí e a Café Acaiá.
Harmonização do café arábica
Enquanto o café Arábica mantém sua fama de qualidade superior, o Robusta é normalmente utilizado sem beneficiamento, comumente apenas misturado no café de pacote encontrado nos supermercados.
É mais fácil de entender se paramos para pensar que a forma como os grãos são beneficiados e torrados tem influência direta sobre o sabor da bebida.
O ponto de torra ideal, na cor de chocolate, revela o sabor, assim como o grau de moagem define a forma de preparo do café.
Enquanto nas cafeterias italianas a moagem grossa é a mais utilizada, a moagem fina é a mais usada no preparo do café turco.
Além disso, outro segredo do sabor da bebida reside justamente nos blends, ou seja, na harmonização dos grãos.
O blend perfeito
O processo para chegar a um blend perfeito não é simples e requer tempo.
Deve-se levar em conta as características desejadas no sabor para, então, combinar os grãos perfeitos, a safra, o local de cultivo, o clima, a torrefação e a maturação — tudo isso influencia diretamente no paladar.
As particularidades do café Arábica faz deste café a melhor escolha para o resultado de um café com mais qualidade e bebidas gourmet, já que possui 50% menos cafeína e um sabor especial.
Não é à toa que esta espécie é uma das mais apreciadas em todo mundo.
No Brasil, o sul mineiro destaca-se como o principal produtor de café do mundo.
As elevadas altitudes da região propiciam a produção de cafés da mais alta qualidade, encorpados, com notas cítricas suaves e aromas frutados que resultam em verdadeiras obras de arte gustativas.
O café arábica de Minas Gerais
O Café do sul de Minas é referência em tecnologia e qualidade; ela é considerada a 23ª cidade do estado de Minas Gerais e a 3ª cidade do Triângulo Mineiro.
Com sua população de mais de 115.000 mil habitantes, é a terceira cidade do Triângulo Mineiro, e a quarta, se formos levar em consideração o Alto Paranaíba.
Produz em média 600.000 sacas/ano (com 90% de suas lavouras irrigadas) de um dos cafés de melhor qualidade do Brasil e do mundo, tanto no tipo quanto no sabor.